Educação

Postado em 2013-06-25 16:55:24

Gruta da época romana é estudada por equipe Luso-Brasileira

Equipe de arqueólogos da Unisul integra investigações do Instituto Politécnico de Tomar

Tubarão (SC)

Um grupo de arqueólogos da Unisul está em Portugal para integrar uma equipe de investigação arqueológica. O destino é o Sitio Arqueológico da Gruta do Bacelinho, localizado em Alvaiázere, no centro de Portugal. Os trabalhos de escavação, aprovados pela direção geral do Patrimônio Cultural, fazem parte de um conjunto de pesquisas sob a responsabilidade da arqueóloga portuguesa Alexandra Figueiredo, desenvolvidos sob o apoio do Laboratório de Arqueologogia e Conservação do Património Subaquático, do Instituto Politécnico de Tomar, da Associação CAAPortugal e da Camara Municipal de Alvaiázere.

A equipe da Unisul, em colaboração com a portuguesa do IPT desenvolverá até setembro um curso avançado de mergulho científico e arqueologia subaquática que, além de aulas teóricas, integra a participação em trabalhos de escavação, quer em sítios arqueológicos portugueses, quer em brasileiros. Um exemplo da participação e articulação conjunta das duas instituições é a campanha de escavação subaquática da gruta do Bacelinho, coordenada por Alexandra Figueiredo, do Laboratório de Arqueologia e Conservação do Patrimônio Subaquático, do Instituto Politécnico de Tomar e pela professora da Unisul Deisi Scunderlick Eloy de Farias, do Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia (Grupep-Arqueologia).

A gruta tem cavidade com mais de 500 metros quadrados, possui duas galerias submersas onde serão realizados os trabalhos, que servem também como treino de estágio aos alunos da pós-graduação de Arqueologia Subaquática (www.ipt.pt). Este curso, lecionado em regime presencial e a distância, de caráter internacional, tem tido uma extraordinária afluência de alunos e pesquisadores do Brasil, como são os investigadores do Grupep/Unisul ou da Marinha Brasileira. “A arqueologia subaquática não pesquisa só naufrágios e é importante que os futuros arqueólogos tenham essa consciência e saibam como agir perante diferentes situações e contextos arqueológicos", destaca Alexandra. Ela diz ainda que "a participação conjunta da Unisul e IPT nos trabalhos de campo permitirão enriquecer as pesquisas, sendo uma mais valia para o estudo da cavidade, que decorre desde 2011”, ressalta Alexandra.

A arqueóloga Deisi de Farias explica que desta gruta já foi exumada uma grande diversidade de objetos cerâmicos, metais, fragmentos de recipientes em vidros, alguns elementos líticos e ossos faunísticos, que integram o período romano e a época medieval. Entre os objetos destacam-se alguns artefatos de armamento romano, relativamente raros, incluindo duas espadas em ferro, que estarão expostas ao público no Museu Nacional de Arqueologia, explica Alexandra Figueiredo.

Para a arqueóloga Deisi Scunderlick Eloy Farias, a expectativa desta escavação é grande. “Pretendemos encontrar mais evidências da exploração da gruta, assim como os seus utensílios e demais artefatos que compunham aquele contexto histórico”.

Em relação ao ambiente úmido da gruta, o conservador da equipe Cláudio Monteiro afirma que "podemos ter algumas surpresas bastante interessantes, pois a capacidade de descobrir vestígios orgânicos é bastante elevada, ainda que tenhamos que ter uma atenção redobrada pelos processos de degradação, que normalmente registramos em qualquer tipo de objetos provenientes destes ambientes". Por este mesmo motivo, do ponto de vista metodológico, associado ao trabalho de campo é montado um laboratório de apoio para a estabilização e início do processo de conservação destes objetos, muito próximo ao local, em instalações cedidas pela Camara Municipal de Alvaiázere.

Ainda durante os trabalhos de escavação, que se desenvolverão de 1 a 12 de julho, ocorre no dia 6 de julho o Seminário Luso-Brasileiro de Arqueologia e Patrimônio, no Museu Municipal de Alvaiázere, aberto a toda a comunidade e organizado pela mesma equipe com auxílio do próprio Museu e colaboração da Universidade Autônoma de Lisboa.

Após as escavações do Bacelinho, o curso e as atividades conjuntas da Unisul e IPT retomarão com aulas teórico-práticas, saltando para o contexto brasileiro e sítios arqueológicos do Sul de Santa Catarina, culminando na exposição itinerante Praxis & Techne: Arqueologia Subaquática.

Para os pesquisadores do Grupep, a integração entre Unisul e IPT estimula o desenvolvimento científico e possibilita pensar a ciência em rede.

Texto: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO Foto:



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